Preciso, preciso tanto. Ando completamente afastada das leituras, dos livros de que tanto gosto... Preciso de sugestões. Algo cative facilmente que eu, destreinada como ando, preciso de leitura que me absorva.
Que preguiça esta que se apoderou de mim.
Ultimamente a vontade para deitar as mãos ao trabalho é pouca ou quase nenhuma. E não é só uns trabalhos... Parece que não tenho vontade para nada. O meu cérebro parece que tirou férias e está a custar a voltar ao activo. Eu bem me tento revoltar mas não consigo, esta preguiça não sai!
Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não o fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. O sol doira Sem literatura. O rio corre, bem ou mal, Sem edição original E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma, Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não! Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca.
O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
E o que mais há a acrescentar a algo que já é genial? Nada. É o poema perfeito para caracterizar o meu estado de espírito.